segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A realidade do mundo virtual






Ser bloqueado virtualmente pode gerar reações e sentimentos na vida real? Esta pergunta vem logo após eu publicar a crônica Bugs da vida e receber comentários de blogueiras que disseram que bloquearam pessoas por terem problemas reais com elas. Mas aqui quero falar de fatos virtuais que podem interferir, ou não, na realidade. 

As relações virtuais tem se tornado cada vez mais presentes e intensas em nosso dia a dia. Criamos vínculos, amizades; mas também discutimos, brigamos, bloqueamos uns aos outros. Tudo isso em ambiente virtual. A realidade do mundo virtual é incontestável: ele é cada vez mais real, capaz de gerar sentimentos reais, como alegria, tristeza, mágoa, rancor, desejo, dependência, histórias. Engana-se quem pensa que por ser uma relação virtual, ela não existe e é fria. Mesmo que não haja toque, olho no olho, face  a face, abraços, beijos, apertos de mão, ela não deixou de existir e ser humana.

Humana porque trata-se de dois humanos (ou grupos) que interagem através de um espelho negro - que pode ser um celular, monitor de um pc, tablet, Smart TV ou qualquer outra tecnologia de comunicação que eu não tenha conhecimento. Muitos dizem que o relacionamento virtual não é real, isso porque utiliza instrumentos tecnológicos e virtuais. Mas, é interessante ver o seguinte: os dedos que digitam uma mensagem no Whatsapp são humanos e reais; a face que aparece em uma videochamada existe, mesmo que seja deformada por conta da velocidade da internet; a voz que se ouve em um celular é real, e por aí vai... 

Mensagens que são digitadas, áudios e imagens enviados pelas plataformas e redes sociais provocam ideias, sensações e emoções reais. Qual a sua reação, por exemplo, quando um 'crush' posta uma foto no Instagram? Quando você pensa em alguém e ele te envia um "oi' no Whatsapp?  Ou quando recebe uma mensagem de parabéns de um amigo virtual? São fatos que geram reações no mundo real. Quer uma prova? Ao ver a foto do 'crush' seu coração dispara, seus olhos brilham e você até mesmo treme os dedos ao clicar duas vezes e curtir com um coraçãozinho. Ao receber um 'oi' você pode ficar feliz e com uma sensação boa, ainda mais se tem muito tempo que não fala com o contato. Receber uma mensagem de parabéns aumenta o seu ego, te faz sentir-se importante, saber como a pessoa te vê e se surpreender ao descobrir que você faz a diferença na vida dela.

As reações do mundo virtual na realidade também dependem de como iremos interpretar os comentários, as mensagens e fotos dos outros. Talvez uma interpretação errada pode gerar reações e sentimentos que não condizem com a realidade. Por isso, é preciso que interpretemos mensagens, comentários, críticas, brincadeiras e fotos de maneira correta. Mas, mesmo com a interpretação errada de algo do mundo virtual não deixaremos de reagir, sentir e se comover.

Não são emoções falsas, inventadas, muito menos sentimentos irreais. Eles estão ali. Eles existem. Não é algo fantasioso ou criado pela mente. Ao conversar com um amigo virtual no Whatsapp seu corpo interage, sua mente pensa, você pode sentir arrepios na pele, dependendo da conversa, ou até mesmo borboletas no estômago. 





Tenho uma experiência interessante sobre amizades virtuais. Possuo um amigo virtual há uns 6 anos, já conhecemos os gostos do outro, o que cada um pensa, assim como sabemos como animar, encorajar e aconselhar o outro. Não é porque a amizade é virtual que ela deixou de ser real! Certa vez brigamos feio no Whatsapp, e sabemos que brigamos por conta do tom da conversa  e da interpretação. Isso gerou reações na minha realidade, e creio que na dele também. Não parava de pensar no ocorrido, meu corpo ficava trêmulo e eu sentia vontade de chorar. Ou seja: a realidade do mundo virtual mais uma vez me perseguia. Depois, resolvemos a situação, pedimos desculpas um ao outro e seguimos com a amizade. Afinal, é uma amizade que vale muito a pena mesmo que seja somente virtual. Adivinha como nossa reconciliação interferiu na nossa vida real? Após ela, me senti leve, alegre e acreditando que não poderei jamais romper essa amizade.


Agora, volto a pergunta inicial: ser bloqueado virtualmente pode gerar reações e sentimentos reais? Diante do que disse, é óbvio que sim, e os sentimentos podem não ser os melhores. Quem é bloqueado pode sentir-se triste, com a sensação de ter sido excluído da vida da pessoa e de seus círculos, pode se questionar o por quê da atitude da outra pessoa... Ou seja, uma atitude virtual que desencadeia na realidade! 

Mas, diferente do que aconteceu em um episódio de Black Mirror, o bloqueio, muitas vezes, só acontece em ambiente virtual. Você não deixa de ver a pessoa na vida real e pode até mesmo cruzar com ela na rua... Quem bloqueia pode achar que a situação está resolvida, mas quando encontra com o bloqueado pode ter as mais variadas sensações. Será que ele pode mesmo transferir o bloqueio para a vida real? Apagar aquela pessoa da sua frente e fingir que não a está enxergando? Pode gerar uma série de desconfortos, mas também de muitas surpresas, como por exemplo, o bloqueado esquecer-se do episódio virtual e cumprimentar o bloqueador na rua como se nada tivesse acontecido. Essa última situação aconteceu recentemente comigo e entre transferir para a realidade o bloqueio virtual, eu transferi a minha tentativa de manter a amizade, o respeito e a admiração reais. Afinal, nesse caso, o episódio virtual não tem nada a ver com a realidade. Acredito, até, que a realidade real e a minha relação presencial com essa pessoa, é bem mais forte do que aconteceu no ambiente virtual.

Como você reage na realidade com suas relações virtuais? Você acredita que o mundo virtual interfere em seu mundo real? Você é você mesmo nas redes sociais? Você finge, se dissimula, representa, cria ou é o que se é? Você é aquele que acredita que uma tela preta e fria, te faz frio, insensível e menos humano? Você já chegou a acreditar que um ambiente virtual é uma mentira e que não valia a pena sofrer por 'algo que não é real'? Cada pessoa pode responder essas perguntas de forma diferenciada e com seu ponto de vista. Mas acredito que a realidade do mundo virtual é uma coisa cada vez mais presente e intensa. Sendo assim, meus abraços, beijos e apertos de mãos pra cada um de vocês. J-J


Por: Emerson Garcia

domingo, 15 de outubro de 2017

O que você precisa saber sobre câncer de mama e 'Outubro Rosa'




Outubro Rosa, autoexame mamário, campanha mundial e mais um monte de coisas que ouvimos em outubro sobre câncer de mama, mas o que realmente sabemos sobre isso? Toda essa iniciativa faz diferença? Bom, fui fundo nas pesquisas, tanto que pedi para o editor chefe ao menos 15 dias para fazer algo que realmente fosse esclarecedor. Espero que gostem.

Iniciarei esclarecendo mais sobre o câncer ou neoplasia mamária. Existem muitas coisas a considerar, sendo a primeira e mais importante, que esta é uma doença praticamente assintomática em seu início. A neoplasia mamária não tem causa definida, o que a medicina atualmente pode definir são os fatores de risco, dentre eles estão alguns, como:

- Ser mulher (MAS HOMEM PODE DESENVOLVER TAMBÉM CÂNCER DE MAMA);
- Histórico familiar;
- Menarca precoce;
- Predisposição genética hereditária;
- Idade avançada;
- Menopausa tardia;
- Radioterapia prévia na região do tórax;
- Mamas densas;
- Obesidade;
-Sedentarismo;
- Alcoolismo;
- Tabagismo; e
- Uso da terapia de reposição hormonal.



“Estou fora do grupo de risco, estou livre do câncer”. Não, você não está fora. Apenas tem um risco menor a considerar. No caso, o que precisa entender sobre fator de risco é que há uma incidência maior em pessoas que se encaixam nesses grupos.







O principal questionamento aos médicos sobre o assunto é o que se pode fazer para evitar o câncer de mama. Bom, a resposta é totalmente desanimadora: NADA. Sim, não há muito o que fazer, mas é uma doença que TEM CURA se diagnosticada precocemente. 



Se não tem sintomas, como posso diagnosticar precocemente? 





A orientação atual é que a mulher faça a observação e a autopalpação das mamas sempre que se sentir confortável para tal (no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem necessidade de uma técnica específica de autoexame. Essa mudança surgiu do fato de que, na prática, muitas mulheres com câncer de mama descobriram a doença a partir da observação casual de alterações mamárias, e não por meio de uma prática sistemática com métodos e periodicidade definidos.

Também é prescrito por alguns médicos que a mulher faça o exame de Mamografia anualmente a partir dos 40 anos, mesmo que a orientação atual do Ministério da Saúde seja que mulheres entre 50 e 69 anos o façam a cada dois anos. 

Todas essas orientações são passadas para a paciente por meio de consultas de rotina com um ginecologista ou um mastologista.


Outubro Rosa






A campanha Outubro Rosa surgiu mundialmente como método de conscientização para a prevenção. Mesmo com todo acesso, existem mulheres que não fazem os exames de rotina e acabam descobrindo a doença tardiamente e, assim, não obtêm sucesso no tratamento. 

Teve origem em uma corrida pela cura nos EUA em outubro de 1990, que se repetia a cada ano com laços rosas sendo distribuídos entres as participantes, e ganhou força com monumentos iluminados de rosa a partir de 1997. Assim, a campanha passou a ter caráter mundial.

Graças à elas houve um aumento de diagnósticos precoces e, consequentemente, um número maior de batalhas vencidas.

É importante ressaltar que o diagnóstico precoce não garante a cura, e que cada paciente tem uma evolução de quadro diferente, mas ele pode aumentar em até 95% a probabilidade de cura.





Espero ter esclarecido o máximo possível as dúvidas. Para as mulheres abaixo dos 40 anos, recomendo consultas anuais com seu ginecologista de confiança, mesmo que não esteja no grupo de risco. J-J



Por: Stephanie Ferreira

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

A censura subjetiva da exposição 'Queermuseu'




O cancelamento da mostra Queermuseu- Cartografias da Diferença na Arte Brasileira tanto em Porto Alegre como recentemente no Rio de Janeiro pelo prefeito Marcello Crivela, torna a trazer em discussão - logo após toda polêmica do MAM - o possível choque que a arte pode gerar nas pessoas. Decidiram, por elas, que a mostra era imprópria. A censuraram, antes mesmo que os olhares dos apreciadores pudessem vê-la e contemplá-la. A balança do que é ou não arte, não ficou nas mãos dos indivíduos, mas do governo, censores e de uma infinidade de haters na internet e redes sociais que boicotaram a exposição. 

Esses decisores cravaram que a mostra era uma blasfêmia, incitava a pedofilia e zoofilia, sem ao menos analisarem seu propósito e significado. Aliás, eles embasaram suas denúncias em apenas três das 264 obras, descontextualizando cada uma delas com alegações genéricas de apologia à pedofilia e zoofilia. Foi como se utilizassem esses conceitos fortes e pesados em algo que não cabe. 

De acordo com os idealizadores, o projeto tem o intuito de gerar reflexões sobre gênero, diversidade e violência. Desse modo, embora algumas obras tragam crianças, isso não é pedofilia (Imagens 1 e 2); embora sejam retratados Jesus, Virgem Maria e um Orixá (3, 4 e 5) isso não é vilipêndio contra as religiões cristã, hindu, candomblecista e umbandista; e embora se exponha uma imagem de zoofilia (8) isso não é fazer apologia à ela. É preciso entender as obras em um contexto maior, que não passa pela incitação de sexualizar crianças, aceitação de sexo entre humanos e animais, muito menos menosprezo de religiões.

Uma das obras mais polêmicas, que fez com que a exposição fosse retirada de cartaz, foram as ilustrações das Crianças Viadas de Bia Leite (1 e 2). Com certeza você já deva ter ouvido falar dessa expressão e garanto que foi em um contexto bem pejorativo. As obras, na verdade, retratam pessoas LGBTQ+ em suas mais tenras idades e todo o preconceito que sofreram. Elas não foram com o intuito de sexualizar crianças, mas sim de mostrar como era a realidade das pessoas que se consideram LGBTQ+ atualmente. 




Outras que geraram polêmica foram a da Virgem Maria (3) e as de Jesus Cristo (4 e 7). Embora elas tragam figuras religiosas conhecidas, não significa insulto à religião. Pelo contrário, elas retratam a apropriações culturais, a miscelânea capitalista e o consumismo do Ocidente. A figura de Maria, por exemplo, traz um chimpanzé no colo, e até mesmo a Galinha Pintadinha. A de Jesus Cristo (4) vários símbolos do capitalismo - computador, coca-cola, quadro da Marilyn Monroe, entre outros. Esta última, por exemplo, mistura a figura de Jesus Cristo (cristianismo) com a do hinduísmo (deus Shiva) e conceitos ocidentais e orientais. De acordo com o autor Matisse a obra não é Jesus. "É uma pintura. É a minha cabeça, ponto. Me sinto bem à vontade para pintar o que quiser"

Aliás, outra imagem que gerou burburinhos foi a de Jesus Cristo com o pênis ereto (7), que de acordo com seu idealizador não tem a ver com perversão, mas com uma alusão à humanidade de Cristo. O sentido de trazê-lo crucificado significa mostrar o universo da sexualidade que mistura prazer e tortura. A obra não tem o intuito de discutir religião, mas questões sexuais e humanas através da figura de alguém crucificado, que poderia ser qualquer pessoa.

É interessante perceber que as obras, principalmente a de Jesus Cristo e da Virgem Maria, foram desaprovadas por cristãos. Contudo, uma das figuras de Cristo (4) traz conceitos de religiões orientais - mais precisamente do hinduísmo - e não tenho conhecimento de hindus que a questionaram. Por que será? Se vilipendiou a religião cristã, também vilipendiou a hindu, não concordam?! Aliás, não vi adeptos de religiões africanas, como candomblecistas e umbandistas, criticando a obra de um Orixá onde de sua cabeça sai um arco-íris que irradia pelo universo (5). 

Se o Brasil é um Estado Laico, porque interferir somente na representação do cristianismo? Se o Brasil é um Estado Laico, porque tomamos as dores apenas dos católicos e evangélicos? Retirar as obras de cartaz, através de um argumento que elas são uma blasfêmia à religião cristã, não seria ser parcial? Aliás, partir desse pensamento nos faz retornar à ideia do primeiro parágrafo desse texto: a de definir o que é arte ou não através de conceitos subjetivos e parciais que passam pelo que acho ser artístico e pelo que me afeta somente, e não a todos. No final, a minha opinião subjetiva passa a ser a de todas ou a da maioria das pessoas porque eu quis assim. Como, por exemplo, acreditar que a obra de uma menina com um vestido prateado e com um lenço colorido no chão (6) afeta não só as minhas crenças e visões de mundo, como de uma sociedade inteira. Isso a partir da doce ilusão que a arte é objetiva, concreta e tem somente um significado!

Aliás, o prefeito do Rio de Janeiro foi egoísta ao cancelar a exposição só por conta de suas convicções, visão de mundo e religião. PARA ELE, Jesus Cristo jamais poderia estar retratado como estava. PARA ELE, uma criança vestida daquela forma está sexualizada e, com certeza, é UMA CRIANÇA VIADA. PARA ELE, só importa defender os ideais cristãs, mas não os hindus, candomblecistas e umbandistas. PARA ELE, a exposição não é arte, mas um insulto, blasfêmia, apologia a pedofilia e zoofilia. PARA ELE....

A arte é subjetiva porque é representativa e reflexiva. Para mim, crianças representadas daquela forma (1 e 2) significa algo; para você, outra representação e análise; e, ainda, para o criador da obra, uma ideia específica, um conceito. Censurar subjetivamente uma exposição como essa, é retirar das pessoas a reflexão, opinião e pontos de vista. A arte foi criada pra ser refletida e analisada. A Queermuseu, especialmente, para discutir temas atuais sobre diversidade, identidade sexual, entre outros polêmicos. E discuti-los não é fazer apologia às Crianças Viadas, Zoofilia ou religião. É simplesmente incitar o debate.

Não é a primeira vez que uma exposição perde o seu propósito inicial e sua real significação. Quantas obras modernistas e de nus já sofreram represálias e reprovações, perdendo seu real conceito? Aliás, posso imaginar o escândalo que o Davi de Michelângelo gerou quando foi exposto pela primeira vez ou quando Picasso pintou aquela obra cubista com várias mulheres nuas. Mas, com o decorrer do tempo essas obras foram reconhecidas como arte e estão em museus TRADICIONAIS da Europa e dos Estados Unidos. 

Agora, são as do Queermuseu que tem gerado escândalo. Mas as que mais geraram polêmicas não trazem nus artísticos, perceberam isso? Hoje, o que escandaliza é a opção sexual do outro; é as representações artísticas das Crianças Viadas; e as visões de mundo Queer ou LGBTQ+. Em minha opinião, o que está sendo boicotado não é o teor sexual ou erótico das obras, mas a filosofia e visão de mundo LGBTQ+. No final das contas, os censores da exposição não querem discutir essas temáticas e querem que as outras pessoas não discutam também.

Ainda sonho com o momento que a arte não seja boicotada ou vista de forma objetiva, através de subjetividades. Em que as pessoas vejam a importância da arte para aumentar a intectualidade, produzir mudanças, reflexões e discussões. A arte é cultura, mas também é ensinamento e desvendamento dos olhos. Finalizo esse texto com uma frase de Umberto Eco: "Nós não sabemos exatamente como, mas sempre foi a arte que primeiro modificou nossa maneira de pensar, ver, sentir, mesmo antes e às vezes com um século de antecedência, que pudéssemos entender por quê." J-J


Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Por que não escrevi mais por aqui?

Uma confissão de minha ausência | Jovem Jornalista/ desenho feito em aplicativo


Caros leitores, vocês merecem uma satisfação dos motivos que me levaram a me ausentar das publicações do Jovem Jornalista desde meados de setembro. Vamos lá:

1 - Estou me mudando definitivamente para a Caiena, Guiana Francesa. É lá onde meu pai vive e onde me encontro com parentes distantes da França Continental. Como meu filho está na Legião Estrangeira as coisas facilitam. Estou velho demais para viajar de Macapá (onde resido atualmente) para Caiena. e com certeza seria desumano demais obrigar alguém mais idoso que eu fazer o caminho contrário.

2 - Estou querendo descansar bastante. Apesar da gana e energia do ofício de jornalista eu ainda sou um ser humano. Infelizmente não cuidei bem da minha saúde. Decidi dedicar à ela e ter uma velhice tranquila.

3 - Por isso, a partir de 2018 não vou mais escrever todas as quartas-feiras ao JJ. Está decidido e não volto atrás. Porém, durante minhas conversas com o editor-chefe, Emerson Garcia, passei a considerar aparecer de vez em quando. Bem, em relação a isso deixo em aberto.

Até o início de 2018 estarei nas quartas-feiras no JJ. Que este texto seja um preparativo de uma futura despedida, definitiva ou não. Mas, quem disse que somos nós os donos do nosso destino?

Até mais, pessoal. J-J














Por: Pedro Blanche
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