sexta-feira, 24 de novembro de 2017

A nova bandeira brasileira criada por Hans Donner interferirá na identidade do país?




Nessa semana (19) comemorou-se o Dia da Bandeira - esta que é um dos nossos grandes símbolos nacionais e que representa os elementos do Brasil: azul do céu, verde das matas e o amarelo do sol e riquezas*. Recentemente (09), o designer Hans Donner - criador de várias aberturas, vinhetas e outras artes da Globo - apresentou um upgrade da bandeira brasileira durante o Fórum do Amanhã, que aconteceu em Tiradentes (MG). Donner manteve as cores da flâmula tradicional, mas trouxe conceitos contemporâneos, acréscimo de palavra e nova disposição da faixa branca central. Será que as mudanças propostas foram interessantes? Será que interferiram na identidade nacional?


Uma publicação compartilhada por Eu na Turma da Mônica (@eunaturma) em



Em minha opinião, a bandeira tornou-se mais viva e jovem. Acredito que Hans Donner manteve a sua essência, sem criar inovações impertinentes e incabíveis. A utilização do degradê é algo que gosto muito, mas não sei se - caso a nova bandeira seja adotada - ele ficaria interessante em impressões em papéis, confecção de tecidos e outros objetos com a flâmula. Teria de haver um cuidado muito grande para não distorcer as cores e modificar seus tons. Algo não tão preocupante com a bandeira tradicional, já que são cores únicas, em um único tom (Tudo bem, que vez ou outra vejo variações de verdes, amarelos e azuis de uma bandeira pra outra ou de um objeto para o outro). Veja a nova proposta de Donner, em comparação com a bandeira tradicional:




E aí, gostaram?



Nesse post discorrerei os seguintes tópicos: mudanças na bandeira; a moda degradê; e a nova bandeira está aprovada?


Mudanças na bandeira



Hans Donner trabalha nesse projeto há mais de 10 anos. São mudanças sutis, mas que fizeram uma diferença imensa. É possível perceber que a bandeira tomou forma e volume, em comparação à antiga que é chapada e plana. Além disso, as cores em degradê trouxeram frescor e jovialidade. Por último, a mudança de direção da faixa branca e o acréscimo da palavra 'Amor' tem um significado especial.


Forma e volume


Uma sombra faz toda a diferença né? E na bandeira de Hans Donner ela deu forma e volume ao losango e ao círculo da bandeira. Parece que ela salta sobre os nossos olhos. Possui uma tridimensionalidade incrível. Imagino se ela fosse adotada, como ficaria em tecidos e materiais. 


Cores


O verde - que vai do mais claro até o mais escuro; o amarelo - que sai do mais forte para o mais fraco; e até mesmo o azul - que muda gradativamente do bebê até o intenso. Tudo isso é o efeito degradê que Donner utilizou. O interessante perceber é que o verde, amarelo e azul da bandeira original estão contidos na nova, em um tom ou local.


Nova palavra e disposição da faixa


Donner acrescentou a palavra 'Amor', junto à 'Ordem e Progresso'. Para ele, é o verbete que faltava no pendão e que faz toda a diferença. Em minha opinião o amor é um sentimento nobre, essencial na vida do ser humano. Renato Russo e Paulo da bíblia já diziam que "Ainda que falasse a língua dos homens e não tivesse amor, nada seria". De fato é uma palavra forte, contudo deve-se tomar cuidado para não banalizá-la, já que, em minha opinião, 'ordem e progresso' foram.

Outra mudança é a disposição da faixa, que agora está voltada para cima, sugerindo o poder das três palavras, de acordo com Donner: 


"A frase que sobe tem poder. Queremos sinalizar esse poder, essa mudança que é necessária. Como está, a frase indica inferioridade". 



Desse modo, a nova bandeira não somente traz mudanças artísticas e de designer, mas a sugestão de mudanças políticas necessárias no Brasil. Um resgate dos valores, uma perspectiva positiva do país, uma nova visão e a possibilidade de novas esperanças e um futuro melhor. 


Hans Donner utilizou uma tendência marcante no design, nas propagandas e marcas atualmente: o degradê



A moda degradê







O degradê é um efeito interessante, criativo e despojado, presente na decoração, moda, arte, entre outros. Ele também é conhecido como efeito ombrê (Uma clara referência ao efeito dos cabelos com as pontas mais claras). Em junho de 2016 mostrei como o degradê - também conhecido como gradiente - tem sido adotado por várias marcas e logomarcas

O degradê, quando bem utilizado traz jovialidade e contemporaneidade. Contudo, basta uma mistura errada de cores, para ele se tornar brega e desarmonioso. Na proposta da nova bandeira do Brasil acredito que ele fora utilizado corretamente, pois o degradê é feito com cores únicas, sem a mistura de outras.

As inspirações para o efeito gradiente vão desde o mar, até as cores da natureza. Leia o que a Casa Vogue disse sobre (com grifos): 


"Com inspiração no mar e nas cores da natureza poente ou nascente, o degradê [...] é um poderoso acessório para deixar a vida mais calma. Com influências presentes no sereísmo, tendência forte para a temporada, a gradação de cores, do mais fraco para o mais forte (ou vice versa) dá versatilidade."



Calma e versatilidade podem ser percebidas na nova bandeira nacional, e acredito que mais que na tradicional.






Mesmo com essas características do degradê, muitas empresas que utilizavam-no em suas logos, tem optado por um visual de cores únicas e chapadas, como Layon Yonaller mostrou na semana passada que aconteceu com a nova logo da RedeTV!. Uma das características do flat design, dentre outras, é o abandono do gradiente, de acordo com o site 2op:

"Adeus ao degradê nas marcas: com cores definidas e chapadas, o minimalismo dá adeus ao degradê."



Desse modo, enquanto uns optam pelo menos é mais (Minimalismo e abandono do degradê), outros pelo gradiente, versatilidade e jovialidade. No final, tudo fica bonito e agradável. 

Agora, resta saber se as mudanças na nova bandeira e o degradê foram aprovados. 



A nova bandeira está aprovada?



A modernização da bandeira representa inovação e pode ser aprovada por aqueles que anseiam por mudanças estruturais no Brasil. Uma bandeira como essa propõe uma ruptura aos anos negros que vivemos na política. Quem se interessa por quebras de paradigmas com certeza deve ter gostado dela. 

Em uma matéria do Extra, tiveram comentários bem divididos acerca da nova bandeira. Selecionei alguns:


"Por que ele não faz mudança na bandeira do pais dele a Holanda. Ele é bom mesmo de criar vinhetas."


"Há certas coisas que é muito complicado se mexer. A Bandeira Nacional, nem pensar. Hino Nacional também. Veja, nós deveríamos ter um hino que qualquer cidadão cantasse. Fizeram um hino muito longo, o que prejudica demais decorar. A língua portuguesa, um idioma que o sujeito nasce e morre sem saber corretamente. Nisso poderíamos mexer sim, mas os ilustres não permitem e só complicam cada vez mais, como se isso nos ajudasse em alguma coisa."


"Precisa de mudanças mesmo. O amarelo poderia representar nossas matas em chamas, o verde representaria o Distrito Federal com sua altíssima concentração de dólares. O azul deixaria de existir já que nosso céu é cinzento e o branco continuaria mas representando a pureza que existe na mesa e na conta do trabalhador."





E claro que a zoeira na internet surgiu e tiveram aqueles que também propuseram mudanças na bandeira. Separei algumas bem divertidas: 




















Mudar a nossa bandeira será algo bem difícil. Desde sua criação, ela só fora modificada em 1889, com o acréscimo das estrelas. Para Donner avançar com sua proposta ele necessita reunir pelo menos 100 mil assinaturas a fim de levar seu projeto ao Congresso Nacional. As mudanças em seu design dependem da maioria simples nas duas casas do Legislativo. E você, gostou das mudanças? J-J



*Ao contrário do que a sabedoria popular afirma, o verde e o amarelo não representam nossa mata e nossas riquezas. O verde é símbolo da Casa de Bragança, a quem pertencia Dom Pedro I, enquanto o amarelo representa a Casa de Habsburgo, da imperatriz Maria Leopoldina (que era austríaca). O lema "Ordem e Progresso" foi inspirado a partir dos ideias da corrente filosófica positivista, que valorizava o pensamento científico e racional. (Revista Galileu)






Por: Emerson Garcia

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Quinta de série: Bloodline

(Pode conter spoilers!)








NQuinta de série de hoje trago uma série da Netflix que contou com três temporadas, totalizando 33 episódios: Bloodline. A produção teve sua estreia em 2015 e sua conclusão antecipada nesse ano, 2017. Ela fora criada por Todd A. Kessler, Daniel Zelman e Glenn Kessler. Obteve críticas positivas em sua primeira temporada, contudo a qualidade decaiu muito em seu segundo ano, ocorrendo seu cancelamento e encerramento na terceira temporada.

Bloodline conta a história de uma família desajustada, desajustada não, totalmente desajustada. Ela é composta pelos patriarcas, Robert e Sally Rayburn, e seus quatro filhos: Danny, John, Meg e Kevin. A família Rayburn é dona de um hotel à beira da praia em Miami, onde vivem, residem e trabalham. 

Os negócios da família vão de vento em polpa, até que um dos filhos resolve retornar para casa. Este é Danny, o primogênito dos Rayburn e considerado a ovelha negra da família. Acontece que seu retorno não será bom para a maioria, com exceção de sua mãe. Seu retorno causa muito incômodo, além de trazer à tona problemas do passado.

A série, então, vai se construindo assim: com a reintegração ou não de Danny. Seria ele um problema para todos? Por que seu retorno causou tanto desconforto? Desse modo, conhecemos o passado de Danny, assim como dos demais. Descobrimos que Danny realmente é uma ovelha negra: mente, usa drogas, fuma, bebe, tem um passado e um linguajar bem sujo. Mas também descobrimos que ele não era o principal problema, e passamos até mesmo a gostar dele e odiar os que se diziam heróis... 





Bloodline começa com a seguinte frase: "Não somos pessoas más, mas fizemos uma coisa ruim", que é dita por John - o segundo filho mais velho dos Rayburn e quem narra essa história. De fato, algo muito ruim foi feito para preservar a honra da família. Seria uma única pessoa que fez? Várias? Esse será um segredo que será guardado por um bom tempo e quando revelado, ocasionará reações irreversíveis.

Os Rayburn são o retrato de muitas famílias reais, em que há predileções por filhos, segredos guardados, conflitos, mágoas, rancores, mas também perdão, redenção e reconciliação. As situações retratadas são bastante comuns e demonstraram o drama que muitas pessoas já passaram. 

A série também é humana ao mostrar o que há de melhor e de pior nos seres humanos. Os personagens da série não são perfeitos e não tem apenas uma linha de personalidade. Eles são falhos, cometem besteiras, entretanto são apaixonantes e cativantes. Bloodline traz essa oscilação: em um primeiro momento você ama um personagem, para depois odiá-lo com todas as forças, ou vice-e-versa.





A série lidou com as mais variadas situações familiares: relação de pais e filhos; sexo na terceira idade; relacionamento entre irmãos; entre maridos e esposas, etc. Para os apaixonados por dramas familiares essa é a produção indicada.



Personagens




John Rayburn: é o segundo filho da família Rayburn e o protagonista dessa história de "tretas de família". É um detetive policial correto, mas que a partir de determinado fato terá sua personalidade modificada. 






Danny Rayburn: o filho mais velho da família Rayburn. Este é o típico filho perturbado que toda família possui, sabe? Danny é mentiroso, vagabundo, usuário de drogas e não mantém uma relação muito boa com sua família, exceto com sua mãe Sally. Possui um passado obscuro e agora volta para o seio familiar para se reconstruir.






Meg Rayburn: É a filha do meio. É uma advogada centrada e a mais sensata dessa família problemática. Possui dificuldades na vida sentimental, mas sempre está do lado de seus pais, para o que eles precisarem, sendo uma apoiadora e uma coluna tanto em suas vidas como nas de seus irmãos. 






Kevin Rayburn: É o caçula. Kevin renova barcos em Indian Key Channel Marina. É o típico filho que age por emoção e faz o que dá na telha. No decorrer da história ele comete muitas besteiras, mas seu irmão John está ali para corrigi-lo e dar um norte à ele.






Robert Rayburn: patriarca da família, dono de um hotel à beira-mar em Miami. Robert guarda muitos segredos do passado e não mantém uma relação muito boa com seu filho mais velho, Danny. 






Sally Rayburn: é a matriarca da família. Aquela que oferece carinho e proteção, além de ser a válvula de escape dos filhos. É uma mulher alegre, porém sofrida, principalmente por todas as coisas que acontecem na série.



Abertura, fotografia e paisagens



Bloodline tem um aspecto técnico incrível, e esse foi um dos motivos que me fez assisti-la. A Netflix realizou um trabalho impecável de fotografia, digno de uma obra cinematográfica. As camadas de cores das cenas é algo que merece destaque.

O deleite visual inicia-se a partir da abertura, que traz paisagens praianas e da natureza estonteantes. Trata-se de uma praia localizada em Islamorada, em Cayos (FL), onde fica o hotel dos Rayburn.  






A abertura consiste em mostrar essa praia em diferentes momentos do dia, com as mais diferentes intervenções: escuridão, sol, chuva, vento. O efeito ficou incrível e bastante realístico. A música-tema chama-se The water let's you in, da banda Book of Fears - que traz vozes e o som belíssimo de uma gaita. A letra fala de um homem que tem uma missão no mar. Assista:







É ou não é uma abertura incrível? Daí você pensa: se a abertura é assim, imagine a série e suas paisagens?! Sério! Meu sonho é morar nas ilhas de Flórida Keys depois de assistir Bloodline. Um cenário paradisíaco desses, bicho...







Crítica e audiência


Bloodline tem uma interessante trama, contudo, por diversas vezes, ela ficou complexa e difícil de ser entendida. Para explicar a história da família, foi utilizado flashbacks, que muitas vezes mais atrapalharam que ajudaram. 

A série tem um ritmo lento, que pode incomodar as pessoas que gostam de tramas cheias de ação e aventura. Bloodline, desse modo, foi cheio de altos e baixos, com episódios bons, mas outros ruins. A trama demorou pra engrenar, embora tivesse importantes ganchos, como os dramas da família, investigações policiais e suspenses.

Em matéria de focar na família e em seus dramas, Bloodline soube fazer isso muito bem, ao explorar as personalidades complexas dos personagens em diálogos riquíssimos e cheios de emoção.

Já sobre a atuação dos atores, não tenho do que reclamar. Eles se entregaram de corpo e alma à história. Merecem destaque as atuações de Kyle Chandler (como John Rayburn), Ben Mendelsohn (Danny Rayburn) e Sissy Spacek (Sally Rayburn). 

"Linha de sangue" teve um ótimo gancho da primeira para a segunda temporada, que me deixou de queixo caído. Se eu achava que essa família já tinha problemas suficientes, estava muito enganado. Contudo, a trama se perdeu no decorrer do seu segundo ano, com narrativas desinteressantes e que me deixaram com bastante sono. 

Com isso, a audiência só veio a despencar, até que os produtores e criadores resolveram cancelar a série e entregar um final tosco e sem graça. Sério! Me pergunto como tiveram coragem de colocar aquilo no ar e estragar o que de certa forma já estava estragado. Os delírios psicóticos de John e o subaproveitamento do filho de Danny foram fora dos limites. Só o que gostei do episódio final foi a deterioração da família Rayburn.





Tenho dúvidas se recomendo a série pra vocês ou não. Mas para aqueles que se interessarem, saibam que é uma trama bastante lenta, cheia de altos e baixos e um final arrasador. E o que verdadeiramente vale a pena? As paisagens paradisíacas, a fotografia impecável e os conflitos familiares dos Reyburn. Até a próxima! J-J






Por: Emerson Garcia

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Como a campanha do 'Novembro Azul' vai para o caminho errado

 A faixa azul simboliza campanha de prevenção e combate ao câncer de próstata. | Diocese de Osasco




Caros leitores, todos os anos vejo a mesma palhaçada a respeito da condução da propaganda de prevenção do câncer de próstata. A cada Novembro Azul a masculinidade é atacada, achincalhada e até culpada para "explicar" o motivo dos homens não se cuidarem de doenças, em especial a da próstata. Se no Outubro Rosa a mulher é exaltada e vista como guerreira, corajosa e autônoma, no Novembro Azul o homem é apresentado como um rude, selvagem, bobo e medroso.

Não obstante (em conjunto com os movimentos revolucionários) tudo o que é masculino é atacado de todas as formas para diminuir o orgulho do homem e dele em ser e se sentir homem. Na real, apenas culpá-lo pelo estágio avançado da doença é muito infeliz no meio de tanta ignorância. Quero que você reflita: se for leitor homem, lembre-se de quantas vezes foi ensinado e incentivado a cuidar da saúde; caso leitora mulher, rememore quantas vezes viram suas mães incentivarem os meninos a mesma coisa.

É claro que nós homens sequer temos tempo em olhar para nossa saúde - exceto a cultura do físico e afins - mas é mentira que apenas o preconceito e o fato de ser e agir como homem é fator que impede o hábito anual de fazer o exame. Pessoalmente, sou o mais cuidadoso no assunto e faço exames periódicos, mas faço isso porque cheguei num estágio da vida em que estou mais para mim do que para a vida laboral e cotidiana.



Como o tema do exame poderia ser abordado?


Em 1º de agosto de 2015 fiz o texto O Homem, o Atlas e seus desafios em que mostrei a importância e relevância do homem na jornada na terra e sua diferença no mundo. Destaco este trecho:

"Desde os primórdios, enquanto as mulheres ficaram nas cavernas cuidando da prole exercendo atividades domésticas, os homens iam à caça, mesmo correndo o risco do animal – por vezes maior que ele – devorá-lo. Nas histórias militares, este ser cheio de testosterona conquistou impérios e defendeu sua civilização para proteger os fisicamente mais fracos. No RMS Titanic “mulheres e crianças primeiro” foram a escolha masculina em nome da sobrevivência ao naufrágio das águas geladas do atlântico norte. No desastre nuclear de Chernobyl os “liquidadores” arriscaram suas vidas para evitar que a Europa inteira fosse vítima da ameaça atômica. Enfim, arriscamos nossas vidas porque sabemos quem e como somos. Não nos permitimos ver nossos entes queridos chorarem, passarem por altos riscos e, muito menos, que estes sejam feridos.

Na ciência e tecnologia criamos vacinas, desenvolvemos as técnicas de armazenamento da comida, antes da invenção da geladeira. Willis Carrier salvou a todos com sua invenção – o ar condicionado. Não há sufoco no calor! O imperador Carlos Magno foi corajoso em enfrentar os islâmicos na Batalha de Poitiers, caso contrário, todos nós escreveríamos da direita para a esquerda; mulheres seriam apedrejadas ao menor sinal de ‘desobediência’; e muitas coisas que não cabem falar aqui."




A pergunta que fica: se o homem fez tudo isso para que cheguemos ao mundo contemporâneo e geralmente seguro, por que nas campanhas reduzi-lo a mero medroso com medo de virar gay por "ter medo de gostar e repetir"? Ora, sempre vemos o homem se jogar no escuro e desconhecido para conquistar e, por consequência, ganhar reconhecimento e liderança por parte dos demais.

Um dos meios para convencê-lo a fazer o exame é mostrar o que ele é: um super-herói capaz de mover mundos e fundos para melhorar a si e os demais. Porém, como todo herói há aquela "criptonita" de cada dia, e o câncer de próstata é uma delas. E não, não estou de mimimi e vitimismo! Apenas uma constatação clara do que vejo (É assim que um jornalista age, crianças!). O homem deve ser convencido a se cuidar porque ELE É IMPORTANTE PARA TODO NÓS! É o pai, irmão, marido, namorado, avô e tio que precisamos estar por perto e portanto é necessário fazer o exame.


Hábitos e rotinas



Vá num hospital ou no posto de saúde (em especial no período diurno) e encontre um homem economicamente ativo para se examinar ou se cuidar. Você dificilmente o verá! Por sua importância ele sequer tem tempo para falar de saúde. O homem, como chefe de família, não encontrará disponibilidade para isso. E veja se no ano inteiro você o vê sistematicamente para o exame de toque retal assim como as mulheres e o câncer de útero e/ou mama, por exemplo. Eu, particularmente, estou aposentado da atividade jornalística e tenho tempo e consciência para isso, ao contrário do seu João, seu José que mal se alimenta direito e precisa voltar para casa, tomar banho e encontrar a paz após o dia de trabalho.

Por que não criar uma rotina de cuidado da saúde? Afinal é mais barato que tratar uma doença em estágio avançado. Em vez de falar de "preconceito", por que não abordar os feitos masculinos e ao mesmo tempo provar que nós somos seres humanos com prazo de validade?

Se querem que os homens se tratem, que os vejam com respeito as suas trajetórias. Se temos um mundo seguro é porque houveram homens que morreram em prol da manutenção de nossa existência enquanto seres humanos. Ficar nessa besteira de brincar com o dedo, debochar da masculinidade e fazer do homem mero bicho selvagem e burro de nada adianta, além do que ver todos os XY afastados dos consultórios médicos e perto da morte.

Até mais, pessoal. J-J
















Por: Pedro Blanche

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Rádio Bagaralho: Programa 'Igual porém diferente' #5




Olá ouvintes da Rádio Bagaralho FM (Rádio Bagaralho, a rádio do... povo). Aqui quem fala é o locutor Arthur Claro, aquele que é igual porém diferente. Com o oferecimento da Pastelaria do Chian começa agora o programa Igual porém Diferente.

Nesta edição trago uma música original e uma versão dela. Vocês irão se deleitar com canções iguais porém diferentes. Hoje vou mostrar uma que tenho certeza que todos conhecem mais a versão dela que a original.


Original






Versão






Queridos ouvintes, quero agradecer a todos e espero que que continuem ouvindo a Rádio Bagaralho. Uma boa semana repleta de felicidades. Beijos e abraços. J-J





Por: Arthur Claro
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